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COLHEITA DO CAFÉ: Expectativa é de grande volume de café

por Roger Campos / Assessoria de Imprensa - PMTP

21/05/2013 14:17


COLHEITA DO CAFÉ - Expectativa é de grande volume de café, com 80% da colheita mecanizada

A colheita do café em Três Pontas iniciou oficialmente esta semana com um grande volume de grãos que serão colhidos nos próximos meses. Isto porque, o produto está cumprindo de fato o seu ciclo, desde o chumbinho, a expansão de fruto, a granação e a maturação. Apesar do café estar um pouco verde, a orientação é começar a retirá-lo do pé, para refletir positivamente na qualidade.

DSC09850O engenheiro agrônomo da Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Três Pontas (Cocatrel) Roberto Felicori (o da direita na foto), o clima colaborou, com o volume ideal de chuvas. Apenas no início de outubro é que houve em Três Pontas um período abaixo da média ficando em torno de 60 milímetros. Porém, em junho havia chovido 200 milímetros e havia uma reserva grande de água no solo e isto fez uma compensação. De novembro de 2012 a abril deste ano, as chuvas foram bem distribuídas em volumes satisfatórios, o que interfere diretamente na produtividade. “O produtor voltou a investir na lavoura, renovou seu parque cafeeiro, investiu em defensivos e insumos. A gente diz que a roseta está cheia. Temos certeza que a peneira vai ser boa e o rendimento será bom. Esperamos que não chova muito na colheita contribui ainda mais com a qualidade”.

E os números são satisfatórios, em ano de safra baixa dentro da bianualidade do café. Apesar de que, o Felicori afirma que a questão de safra alta e baixa praticamente acabou, pois o produtor está trabalhando bastante e isto está deixando de existir, realizando podas um ano e maneja no outro. Ele comparou o pé de café a um atleta; um rende mais do que o outro. “Tem lavoura que consegue boa produtividade duas safras seguidas, mas por natureza o café é bianual”, explica.

Três Pontas deve colher segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), 520 mil sacas em 25 mil hectares em produção, uma média de 25 a 27 sacas por hectare. A previsão inicial era de uma queda de 10%, relação ao que foi colhido em 2012. Isto já foi reduzido a 5% e a perspectiva já é que o número se mantém o mesmo do ano passado. A CONAB trabalha com uma previsão de queda, porém, Felicori acredita que na hora que a colheita for realizada isto não ocorra. “Tomara que o volume surpreenda favoravelmente para fazer uma compensação de preço, que está desastroso e a queda no volume é prejudicial a Capital Mundial do Café”, ponderou o engenheiro agrônomo.

Mecanização segue em alta em tudo quanto é propriedadeDSC09842

Três Pontas é referência em mecanização no Brasil, seja em máquinas e implementos. Tudo começou em 1995, quando a Cocatrel deu apoio, ao desenvolvimento da derriçadeira costal, chamada por muita gente de “mãozinha”. Ela foi desenvolvida aqui por um produtor que veio de Nova Rezende em 1996. Roberto Felicori só lembra do seu primeiro nome, Maurício. A cooperativa pagou os instrumentos para a montagem, comprou 300 delas e comercializou dentro da sua própria loja. Depois, ele vendeu a patente, para a Shindaiwa já que a Cocatrel não quis. Depois é que vieram outras marcas. Em 1997 a cooperativa adquiriu uma colhedora automotriz para servir aos seus associados e hoje isto concorrido entre os produtores, aumentando a cada ano. Em 2013, desde o pequeno ao grande produtor está mecanizando, diminuindo o número de contratação de mão de obra, os custos e o período da colheita. Segundo Felicori, de 70% a 80% estão utilizando algum tipo de maquinário, não apenas as colhedoras, mas, outras menores, portáteis, costais, abanadeiras, arruadores, entre outros.

A justificativa é que a introdução de máquinas na cafeicultura aconteceu por vários motivos, começando pela escassez de mão de obra, depois em cumprir todas as regras impostas ao produtor, que não só encarece a safra, mas são difíceis de serem cumpridas. O próprio Ministério do Trabalho aconselha a não trazer trabalhadores de outros estados como Paraná, Bahia, como acontecia há alguns anos, porque não é viável. “Assim o produtor teve que mecanizar para suprir esta demanda para tentar dar sustentabilidade na cafeicultura”, disse.

A confirmação é do produtor rural Roberto Guimarães Rivera de Rezende, que tem uma propriedade com 53 hectares de café. Se a colheita fosse manual, ele estaria agora preparando a documentação, para contratar pelo menos 40 pessoas, porém, com a máquina a colheita já está bastante adiantada sem contratar sequer um trabalhador rural. A cerca de seis, sete anos ele vem introduzindo a mecanização na sua propriedade localizada as margens da MG 167 entre Três Pontas e Varginha. Este ano, para aproveitar uma maior disponibilidade da colhedora oferecida pela cooperativa, adiantou a colheita e está satisfeito com os resultados. Para não dizer que não vai contratar ninguém, ele deve empregar quatro pessoas para ‘catar’ o pouco dos grãos que ficaram nos pés.

Em 2012, nestes 53 hectares a produção deve ser igual a produção do ano passado, segundo o engenheiro agrônomo Roberto Felicori, porém, ele só acredita depois que ver as sacas depositadas na cooperativa. Ano passado, chegou a colher aproximadamente mil sacas e este ano, a expectativa é chegar a quase 800. Felicori conta que ele tem muita lavoura nova, outras que foram esqueletadas, esperando uma boa safra em 2014, por não tem uma média tão grande em relação a área plantada.

DSC09831A satisfação não é só de produtores que possuem uma colhedora, alugam estas máquinas, mas também dos trabalhadores que usam das derriçadeiras. Cristiano Vitor Rodolfo começou a trabalhar nesta quarta-feira (15), em uma propriedade na saída para Campos Gerais. Ele trabalha sozinho, sem cansar muito se fosse apanhar com as mãos. Um bom trabalhador que colhe dez medidas manuais está sendo substituído por um, que na maquininha, chega a colher 30. A renda de quem trabalha com as ‘mãozinhas chega a ser pelo menos três vezes mais.

Histórias

DSC09856Durante as nossas visitas as propriedades encontramos o senhor Jaci Felisbino de 67 anos de idade que há 51 trabalha na mesma propriedade, desde 1962, a Fazenda São Domingos. Ele viu a  chegada da mecanização e garante que os produtores não tem mais a mesma correria de antes.

Estimativa de produção – safra 2013

A produção nacional de café (arábica e conilon ou robusta), safra 2013/14 é de 48,59 milhões de sacas de 60 quilos do produto beneficiado. É a maior safra de ciclo de baixa bianualidade já produzida no país. É o que aponta o 2º levantamento realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e divulgado nesta terça-feira (14) em Brasília.

O resultado apresenta uma redução de 4,4% ou 2,23 milhões de sacas a menos, quando comparado à produção obtida na temporada anterior de 50,83 milhões de sacas. A queda se deve ao ciclo de baixa bienalidade na maioria das áreas do café arábica, que teve menos 5,1% ou 1,94 milhão de sacas, e menos 2,4% ou 298 mil sacas do conilon. Com isto, a produção do arábica chega a 36.407,6 mil sacas, 74,9% do volume produzido no país, enquanto que a do conilon vai a 12.184,4 mil sacas ou 25,1% do total nacional.

O estado de Minas Gerais, com 25,21 milhões de sacas de café arábica beneficiado é o maior produtor nacional.  Já o robusta tem no estado do Espírito Santo o maior produtor dessa espécie, com 9,25 milhões de sacas.

A produção do estado de Minas Gerais está estimada em 25.496 mil sacas de café na safra 2013, com variação percentual de 2,33% para mais ou para menos. A produtividade média do estado atingiu 24,62 sacas de café por hectare. Em comparação com a safra anterior, a estimativa sinaliza um recuo da produção cafeeira em 5,4%. Este recuo se deve basicamente à bianualidade negativa da cultura, minimizada pela expectativa de uma boa safra de café nas regiões que apresentam inversão da bianualidade, como a Zona da Mata Mineira e a Serra da Mantiqueira na região Sul de Minas.

A produção para a região do Sul de Minas está estimada em 12.108 mil sacas, apresentando redução de 12,2% quando comparada à safra 2012. Esta queda na produção decorrente da bianualidade negativa, foi minimizada pela boa produtividade das lavouras nas regiões da Serra da Mantiqueira e Centro-Oeste, provocada pela sistemática de manejo diferenciado com diversos tipos de podas, fazendo com que a produção não oscile muito de uma safra para outra – inversão da bianualidade. Também devemos considerar que as condições climáticas pós-florada foram favoráveis, e promoveram o bom pegamento e desenvolvimento dos frutos. Esta condição climática também contribuiu para atenuar os efeitos da bianualidade negativa na atual safra. As lavouras apresentam bom aspecto vegetativo, com boa uniformidade no crescimento dos frutos, o que deverá refletir positivamente na qualidade da produção, caso as condições climáticas permaneçam razoáveis durante a colheita. Em alguns municípios localizados em regiões de menor altitude, os produtores manifestaram apreensão de que o período de estiagem ocorrido em dezembro passado possa vir a prejudicar o pleno desenvolvimento dos frutos, e assim, impactar no rendimento do café.

Fonte: Equipe Positiva

http://www.equipepositiva.com/site/2013/05/colheita-do-cafe-expectativa-e-de-grande-volume-de-cafe-com-80-da-colheita-mecanizada/



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